28.11.14

[ARTIGO] Sobre Territórios Socialmente Responsáveis (Ana Regina Rêgo em O Dia)

[ca] Article publicat per Ana Regina Rêgo sobre Territoris Socialment Responsables al diari O Dia de 27-11-2014, fent referència a la ponència de Josep Maria Canyelles a la jornada Teresina Sustentável.

[pt]Artigo publicado por Ana Regina Rêgo sobre Territórios Socialmente Responsáveis em jornal O Dia de 27-11-2014, referindo-se a palestra de Josep Maria Canyelles no evento Teresina Sustentável.

[es] Artículo publicado por Ana Regina Rêgo sobre Territorios Socialmente Responsables en el diario O Día de 27-11-2014, haciendo referencia a la ponencia de Josep Maria Canyelles en la jornada Teresina Sustentável.

(accés a la versió en català)

Sobre Territórios Socialmente Responsáveis


                                Foto: centro de Teresina

Ana Regina Rêgo

O evento Teresina Sustentável realizado desde 2011 pelas instituições da sociedade civil: ICC-Instituto de Comunicação e Cultura, IAB-Instituto dos Arquitetos do Brasil-Piauí e CAU-Conselho de Arquitetura e Urbanismo-Piauí acontece hoje no Metropolitan Hotel e dentre os temas apresentados encontra-se Territórios Socialmente Responsáveis em uma abordagem que procurar identificar a responsabilidade do campo mercadológico e do poder público nesse movimento. A palestra proferida pelo Mestre em Políticas Públicas e Sociais, Josep Maria Canyelles de Barcelona (Catalonia) tem como objetivo contribuir para levar o debate para além da esfera pública e envolver o mercado e seus agentes em um processo de responsabilidade frente aos territórios em que atuam.

Para Canyelles a compreensão de TSR-Território Socialmente Responssável traz à tona o processo de desenvolvimento integral de políticas que fomentem a sustentabilidade no âmbito de territórios concretos, através de estratégias colaborativas que proporcionem benefícios para todos os envolvidos, tais como setor público, mercado e sociedade, tendo como pressuposto básico a satisfação das necessidades de determinado território no concerne aos segmentos econômico, social e ambiental. Nesse contexto reforça Josep Canyelles, a adoação de práticas de voluntariado é de extrema importãncia.

Por outro lado, o autor mencionado, nos esclarece que assim como o conceito de RSC-Responsabilidade Social Corporativa, o de TSR-Território Socialmente Responsável não é novo. Segundo Canyelles do ponto de vista histórico tem se procurado trabalhar os TSRs tendo como base tripé composto pela colaboração entre o setor público, o segmento empresarial e a universidade, como vetor de desenvolvimento e conhecimento, em prol do desenvolvimento rural e territorial.

Contudo, enfatiza Canyelles, um Território Socialmente Responsável não sofre intervenções somente de políticas públicas como é comum em todas as nações, mas se utiliza e beneficia de ferramentas e de trabalho de outros setores e de cláusulas sociais do setor público que compõem parte de sua responsabilidade social.

Além dos três setores, a saber: Estado, Mercado e Terceiro Setor, também compõem um TSR outras partes que se coloquem como interessadas. Deste modo a educação possui um papel relevante na formação do capital humano e difusão de valores, afirma Canyelles, do mesmo modo, os meios de comunicação que servem também de elo de ligação entre os agentes de cidadania, que por sua vez, possuem um papel central na construção da Responsabilidade Social para os demais atores no processo de transformação social.

Para o catalão e especialista em Responsabilidade Global, “ uma cidadania empoderada e implicada é pois, ao mesmo tempo uma forte força para a implementação de uma política para o desenvolvimento de um Território Socialmente Responsável e uma condição necessária para a existência de um TSR.

Para Canyelles a RST- Responsabilidade Social de um Território não se compõe da soma da Responsabilidade Social de cada setor, mas sim da sinergia resultante da interação de todas elas em prol assunção dos desafios descritos em um plano ou uma rota territorial em que de forma consensual, todos assumam os seus papéis. Esse plano é o primeiro passo para o desenvolvimento de um Território Socialmente Responsável e nele devem está contidos não somente propostas do setor público, mas sim de todos os envolvidos no e com o território. E ressalta ainda o autor, que no plano deve está bem detelhada a estratégia ou estratégias que se deseja seguir.

Para Josep Canyelles os Territórios Socialmente Responsável devem adotar ferramentas de gestão adequadas que os conduzam para um sistema de gestão territorial ético e socialmente responsável. Para ele “o sistema de gestão deve contemplar os pilares da gestão de ativos do território, assim como dos agentes chaves e das infraestruturas sociais, que são os mecanismos através dos quais agentes e atores do território se vinculaam, coordenam e cooperam”, afirma o autor. Esse processo de cooperação e vinculação proprociona a coesão e conexão das pessoas, portanto, nesse cenário, é que se percebe o voluntariado como um dos mecanismos que facilita a interconexão entre agentes, fomentando assim a prática da cidadania.

Vale ressaltar que o voluntariado é uma ferramenta de fusão de responsabilidades bem eficaz, tanto no que concerne as responsabilidades individuais como no que se refere às corporativas e que em um processo de atuação em um determinado território podem ser a força motora de transformação, ao lado, do Estado e do Mercado.

Por outro lado, as alianças e parcerias entre os setores público, privado e Terceiro Setor podem ocasionar em boas soluções para problemas territoriais concretos. Como exemplo Canyelles menciona a “Aliança pela Água” (www.alianzaporelagua.org) que consiste em um projeto concretizado a partir de uma parceria entre a administração pública, as empresas que exploram a água, centros de pesquisa e opinião, entidades sociais e cidadãos, e que atua tanto na Espanha como na América Central visando melhorar a qualidade da água e o saneamento básico para as populações aonde atua.

Canyelles ressalta que se faz necessário a adoção de um sistema de gestão territorial que envolva representantes dos setores e instituições envolvidos com o plano de Território Socialmente Responsável, e possua uma estrutura que contemple responsabilidades, procedimentos, processos e recursos definidos para se conseguir atingir os objetivos traçados inicialmente.

A proposta de Canyelles se coaduna com a intenção dos realizadores do Teresina Sustentável – Ação Centro que tem objetivo apresentar propostas viáveis para melhorar a vida no centro de nossa cidade a partir da implementação de parcerias público-privadas e que também envolvam o terceiro setor, considerando que são três entidades da sociedade civil que estão chamando para o debate.

Desse modo, é que se pretende pensar em soluções que possam ser de responsabilidade do empresariado que possui seu estabelecimento comercial no centro e pode dar mais conforto ao seu cliente melhorando os passeios e facilitando o acesso de todos, o que pode proporcionar futuramente, inclusive, o incremento das vendas com a atração de um público consumidor maior. Por outro lado, todos devem pensar no centro como um lugar que deve ter seu patrimônio preservado já que é parte constituinte de nossa memória e de nossa identidade.

Font: O Dia / teresinasustentavel

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